Registros de criptomoedas e impostos: o que você precisa saber agora
Quando você compra, vende ou troca criptomoedas, ativos digitais que funcionam como dinheiro na internet, registrados em redes descentralizadas chamadas blockchain. Também conhecido como moeda digital, ele não é anônimo — mesmo que pareça. O governo já consegue rastrear essas transações, e não declarar pode custar caro. Muita gente acha que por ser digital, a cripto escapa da fiscalização. Mas isso é um mito. No Brasil, a Receita Federal exige que você registre todas as operações, mesmo que não tenha lucrado. Se você comprou Bitcoin em janeiro e vendeu em junho, isso conta. Se trocou Ethereum por Solana, isso também conta. Não importa se foi via Binance, Mercado Bitcoin ou uma carteira privada: a regra é a mesma.
Os registros de criptomoedas, documentos que comprovam suas compras, vendas e transferências de ativos digitais. Também chamado de histórico de transações, são a base para calcular seu imposto de renda. Você precisa guardar o valor em reais no dia da compra, o valor na hora da venda, e a data exata de cada operação. A Receita não aceita "eu me lembro que comprei por 10 mil". Precisa de comprovante. E sim, plataformas como Binance e Coinbase já enviam dados para a Receita por meio do KYC cripto, processo de identificação do cliente exigido por lei para combater lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Também conhecido como verificação de identidade em cripto, ele é obrigatório para todas as exchanges registradas no Brasil. Se você usou uma exchange sem KYC, ainda assim é sua responsabilidade manter os registros. Não adianta apagar o histórico da carteira. A blockchain é imutável — e a Receita tem ferramentas para acessar esses dados.
Quem não declara corre risco de ser multado em até 20% do valor não declarado, além de ter os bens bloqueados. E isso não é teoria: já houve casos de pessoas com contas congeladas por não informar operações de cripto. Mas não é preciso complicar. Se você só comprou e segurou, não precisa pagar imposto. Só quando vende ou troca por outro ativo. E se lucrou? O imposto é de 15% sobre o ganho. Ainda assim, muitos ignoram. Mas com a nova lei de transparência e a integração entre bancos e exchanges, o risco de ser pego aumenta a cada mês. No próximo ano, a Receita vai exigir ainda mais detalhes — e já está treinando seus sistemas para detectar padrões suspeitos.
Na lista abaixo, você vai encontrar guias práticos sobre como fazer seus registros corretamente, o que a lei realmente exige, como evitar erros comuns e o que fazer se já errou. Não são teorias. São passos reais que pessoas como você já seguiram para sair do vermelho. Você não precisa ser um especialista em contabilidade. Só precisa saber o que fazer — e quando fazer.