Deepfakes: o que são, como funcionam e por que você precisa entender isso agora

Um deepfake, uma técnica de inteligência artificial que cria vídeos ou áudios falsos mas realistas, usando dados reais de pessoas para imitar sua voz, rosto ou movimentos. Também conhecido como falsificação profunda, ele não é ficção científica — é algo que já está sendo usado para enganar, manipular e até prejudicar pessoas reais. Você já viu um vídeo de um político dizendo algo que ele nunca disse? Ou ouviu a voz de um amigo pedindo dinheiro emprestado? Provavelmente, isso foi um deepfake. E não é algo raro: em 2025, mais de 90% dos deepfakes criados são usados para fins maliciosos, segundo estudos da Universidade de Stanford.

Essa tecnologia não precisa de equipes caras ou equipamentos especiais. Hoje, qualquer pessoa com um computador e um pouco de paciência pode gerar um deepfake usando ferramentas gratuitas. O que antes levava semanas agora leva minutos. E o pior: as ferramentas de detecção estão sempre atrás. Mesmo que você pense que consegue identificar um vídeo falso pelo olhar ou pela voz, as novas versões já corrigem esses erros. Elas sincronizam movimentos de lábios com a fala, ajustam iluminação e até imitam expressões microscópicas que humanos nem percebem.

Isso não é só um problema técnico. É um problema social, legal e ético. No Brasil, já houve casos de deepfakes usados para difamar, extorquir e até sabotar eleições. A União Europeia e os EUA já aprovaram leis exigindo que conteúdos gerados por IA sejam marcados. Mas e se ninguém marcar? E se você receber um vídeo que parece real, mas é totalmente falso? Aí entra a sua responsabilidade: não compartilhe sem verificar. E não acredite em tudo que vê. Ainda que pareça verdadeiro, pode ser uma armadilha.

Por trás de cada deepfake há uma pessoa que foi filmada sem permissão, uma imagem usada sem consentimento, uma voz roubada. E muitas vezes, a vítima nem sabe que foi usada. Isso não é apenas uma ameaça à privacidade — é uma ameaça à confiança. Se você não pode confiar em um vídeo, em quem confiar? A resposta não é parar de usar IA, mas entender como ela funciona, quais são seus limites e como se proteger.

Na coleção abaixo, você vai encontrar guias práticos sobre como identificar deepfakes, os riscos legais de usar imagens geradas por IA, como as plataformas estão tentando bloquear esse tipo de conteúdo e até como artistas estão usando a mesma tecnologia para criar obras legais — sem violar direitos de ninguém. Não se trata de assustar você. Trata-se de te dar poder. O poder de ver além da superfície.

Quais são os 3 principais perigos da inteligência artificial?

A inteligência artificial traz riscos reais: viés algorítmico, deepfakes e perda de empregos. Saiba como esses perigos já afetam a vida cotidiana e como se proteger sem deixar de usar a tecnologia.

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